21 Feb 15

Minhas aventuras no mundo Paleo

Dieta
Por Luciana Vieira

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Publiquei este artigo em Março de 2014. Agora, quase um ano depois, conhecendo melhor a dieta e tendo-a testado por mais de 6 meses, tenho várias coisas para complementar neste texto, o que vou fazer abaixo nesta cor.

De uma hora para outra comecei a ouvir falar muito sobre este tema. Não sei se é porque depois que ouvi pela primeira vez fiquei mais sensível a esse assunto ou se realmente esta é uma febre aqui na Inglaterra. O fato é que isso me deu inspiração para estudar mais profundamente o assunto (pesquisa que ainda está em andamento) e até introduzir alguns de seus princípios no meu prato.

Caso queira saber sobre esta dieta, veja o artigo “O que é esta tal dieta Paleo?

Passei a pensar em adotar algumas de suas práticas porque vinha me dando conta de que, talvez pela idade, minha dieta vinha precisando de alguma mudança. Eu já tinha diminuído a quantidade de grãos, principalmente daqueles que contém glúten e achei que comecei a me sentir melhor. Desde quando estava amamentando, reintroduzi frango (criado solto e orgânico) como forma de melhorar a qualidade do meu leite. Por que não experimentar carne vermelha, algo que não comia há 6 anos? E esses caldos de ossos de frango? Por que não?

Durante um mês, minha dieta foi mais ou menos a seguinte:

Vale dizer aqui o que aconteceu depois deste mês de testes. Eu voltei à minha dieta anterior, reintroduzi o porridge (mingau) de manhã, voltei a comer grãos normalmente, reintroduzi alimentos com glúten. E aí eu comecei a ter várias reações ruins, na digestão, no meu sono etc. Mantive a mudança por mais ou menos 1 mês porque achei que talvez precisasse de algum tempo para me readaptar. Mas não. Até hoje não sei se comer grão e glúten sempre me fez um pouco mal e eu já estava acostumada ou simplesmente deixei de tolerar esses alimentos (por perder a capacidade de digeri-los). Depois daquele mês diminui a quantidade de grãos, reajustei algumas coisas e não voltei a testar a dieta Paleo até agosto do ano passado (2014), quando testei a Whole 30, uma adaptação mais restrita da Paleo Diet.

No que eu errei: Desde que finalizei a Whole30 (outubro 2014) e reintroduzi alguns alimentos, meu consumo de oleagenosas (nuts) passou a ser alto. Comia nuts no café da manhã, almoço e jantar. Quando estive no Brasil em dezembro, fiz um check-up. E o que descobri nos meus exames? O nível de Ferro estava super baixo. E aí percebi que o que eu aprendi nas aulas de Nutrição realmente funcionavam na prática. Assim como os grãos, as oleagenosas contém alto índice de fitatos e oxalatos, substâncias consideradas anti-nutrientes porque dificultam e, dependendo da quantidade, inibem completamente a absorção de outros nutrientes, e Ferro é um deles. Por isso, é necessário seguir algumas regras básicas antes de consumi-las (como deixá-las de molho) e limitar a quantidade ingerida, o que agora venho fazendo.

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21 Feb 15

O que é esta tal dieta Paleo?

Artigos
Por Luciana Vieira

Quando este post foi publicado pela primeira vez (Março de 2014), ainda não tinha vivenciado na prática a dieta Paleo e tinha tido contato com a teoria havia pouco tempo. Hoje, quase um ano depois, já tendo praticado a dieta por alguns meses, tenho uma visão mais clara dos seus efeitos. No final deste texto, agora eu listo o que eu acho que foi positivo e o que não funcionou muito bem pra mim. Espero que ajude quem está pensando em adotar esta dieta e quem já a pratica e está se perguntando o que pode estar dando errado.

Não faz muito tempo que ouvi pela primeira vez a expressão Paleo Diet. E quando ouvi pensei que devia se tratar de algo do tempo das cavernas, imaginei pessoas comendo carne crua, vivendo em lugares remotos, longe dos supermercados e restaurantes “fast food”. E foi engraçado porque ouvi falar sobre isso e de repente todo mundo estava falando a respeito desta dieta. Na faculdade, na rua, até o cabeleireiro já tinha experimentado algumas receitas. Resolvi então investigar o assunto e no meio da minha pesquisa conheci uma pessoa que já tinha adotado esta dieta e estava tratando seu filho com ela.

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17 Aug 14

É saudável comer carne vermelha?

Artigos
Por Luciana Vieira

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Quem me conhece e/ou acompanha o blog sabe que passei anos sem comer carne. Na época em que tirei a carne do prato ainda nem pensava em alimentação saudável. Na verdade, foi a decisão de parar de comer carne que me levou a conhecer a Macrobiótica, o que naquele momento foi a linha que escolhi para me manter saudável, apesar da falta de proteína animal e das deficiências que esta escolha poderia me causar. Mal sabia eu que, provavelmente, foi a ausência do açúcar refinado e não da carne o que transformou minha saúde.

Com a Macrobiótica descobri um mundo totalmente novo. A possibilidade de manter a saúde por meio da alimentação, aprendi estratégias para tratar doenças, dei muita opinião na vida dos familiares e amigos, me tornei até uma Macrochata, pois acreditava que aquela vida era tão boa, que todo mundo tinha que ao menos experimentá-la. O tempo foi passando e embora eu já tivesse transformado a alimentação saudável em um hábito, fui descobrindo novas teorias e experimentando outras possibilidades. Descobri, por exemplo, que o ferro que assimilava com uma dieta predominantemente vegetariana não foi suficiente para me recuperar da perda de sangue que tive durante o parto da Olivia, percebi que enquanto amamentei, precisei comer frango algumas vezes por semana para produzir mais leite e, mais recentemente, senti que aquele tipo de dieta (predominante, mas não mais totalmente vegetariana) ainda estava me deixando deprimida, muito cansada e bastante irritada.

Recentemente, na Universidade, quando comecei a estudar nutrição de forma “mais técnica” passei a questionar muito a Macrobiótica. E, pra mim, foi muito difícil me convencer de que havia falhas em sua teoria. O primeiro tabu que eu quebrei foi com o ovo. Na macrobiótica uma pessoa nunca come um ovo inteiro. Ele deve ser dividido para toda uma família por razões que já mencionei no blog e não faz sentido entrar no detalhe aqui. Primeiro comecei a comer ovo, depois frango algumas vezes por semana, e a mais nova mudança é que voltei a comer carne vermelha.

Às vezes é muito difícil saber o que se deve comer e o que não se deve, tamanha é a quantidade de informação conflitante que nós recebemos. Mesmo pessoas que estudam o assunto se confundem porque a quantidade de profissionais renomados falando coisas totalmente opostas é muito grande. Imagino como deve ficar a cabeça da pessoa que não é da área. Provavelmente vai tomar a decisão de não se importar, exatamente como eu fiz por tantos anos.

Então aqui eu vou contar porque decidi voltar a comer carne.

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