17 Aug 14

É saudável comer carne vermelha?

Artigos
Por Luciana Vieira

nipcic_carne_vermelha

Quem me conhece e/ou acompanha o blog sabe que passei anos sem comer carne. Na época em que tirei a carne do prato ainda nem pensava em alimentação saudável. Na verdade, foi a decisão de parar de comer carne que me levou a conhecer a Macrobiótica, o que naquele momento foi a linha que escolhi para me manter saudável, apesar da falta de proteína animal e das deficiências que esta escolha poderia me causar. Mal sabia eu que, provavelmente, foi a ausência do açúcar refinado e não da carne o que transformou minha saúde.

Com a Macrobiótica descobri um mundo totalmente novo. A possibilidade de manter a saúde por meio da alimentação, aprendi estratégias para tratar doenças, dei muita opinião na vida dos familiares e amigos, me tornei até uma Macrochata, pois acreditava que aquela vida era tão boa, que todo mundo tinha que ao menos experimentá-la. O tempo foi passando e embora eu já tivesse transformado a alimentação saudável em um hábito, fui descobrindo novas teorias e experimentando outras possibilidades. Descobri, por exemplo, que o ferro que assimilava com uma dieta predominantemente vegetariana não foi suficiente para me recuperar da perda de sangue que tive durante o parto da Olivia, percebi que enquanto amamentei, precisei comer frango algumas vezes por semana para produzir mais leite e, mais recentemente, senti que aquele tipo de dieta (predominante, mas não mais totalmente vegetariana) ainda estava me deixando deprimida, muito cansada e bastante irritada.

Recentemente, na Universidade, quando comecei a estudar nutrição de forma “mais técnica” passei a questionar muito a Macrobiótica. E, pra mim, foi muito difícil me convencer de que havia falhas em sua teoria. O primeiro tabu que eu quebrei foi com o ovo. Na macrobiótica uma pessoa nunca come um ovo inteiro. Ele deve ser dividido para toda uma família por razões que já mencionei no blog e não faz sentido entrar no detalhe aqui. Primeiro comecei a comer ovo, depois frango algumas vezes por semana, e a mais nova mudança é que voltei a comer carne vermelha.

Às vezes é muito difícil saber o que se deve comer e o que não se deve, tamanha é a quantidade de informação conflitante que nós recebemos. Mesmo pessoas que estudam o assunto se confundem porque a quantidade de profissionais renomados falando coisas totalmente opostas é muito grande. Imagino como deve ficar a cabeça da pessoa que não é da área. Provavelmente vai tomar a decisão de não se importar, exatamente como eu fiz por tantos anos.

Então aqui eu vou contar porque decidi voltar a comer carne.

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23 Jan 14

Tire o arroz branco do seu prato

Artigos
Por Luciana Vieira

Faz tempo que eu venho querendo falar sobre o arroz integral. Depois de passar pelo Brasil nessas férias e me lembrar de que aí comemos sim muito arroz branco, tive certeza de que deveria escrever sobre isso.

Eu comecei a comer arroz integral ainda no Brasil, já faz alguns anos. Naquele tempo só sabia que ele, paradoxalmente, embora fosse mais calórico que o arroz branco, ajudava nas dietas de emagrecimento. Nunca entendia bem o motivo, mas já que era para ficar magra, valia a pena.

Com o tempo fui aprendendo sobre os benefícios do arroz integral e a macrobiótica foi fundamental para fazer dele o prato mais consumido na minha casa por alguns anos (hoje usamos outros grãos também).

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29 Aug 13

O tradicional Missô

Artigos
Por Luciana Vieira

Eu tinha começado a escrever um post rápido sobre a sopa de missô, com uma receitinha básica, mas pensei que deveria elaborar um pouco mais, já que este é um elemento fundamental na mesa de toda pessoa que segue os princípios da macrobiótica. Foi então que me deparei com o artigo da Sue Rostvold num blog muito legal chamado brownricelife.com. Vou pedir licença para usar sua idéia de explicar de forma solene esta delícia da culinária chinesa (parece que não nasceu no Japão, como é mais natural pensar).

sopa_misso

Todo mundo já ouviu falar na Sopa de Missô. Nem que seja do cardápio do delivery japonês. Algumas pessoas são enlouquecidas por ela e outras não podem nem sentir o cheiro, mas assim como o gosto por cerveja e whisky, aqueles que entendem do assunto concordam que você deve experimentá-la algumas vezes antes de se apaixonar. Segundo a Sue, existe uma frase japonesa que diz algo como “O missô é um presente dos deuses para a humanidade para garantir saúde, vida longa e felicidade”. Uma coisa é certa: ela cai muito muito bem e ainda ajuda a preparar o ambiente para a digestão.

A Sue enumera alguns erros de entendimento com relação a este maravilhoso prato:

Erro #1: “Se você colocar pasta de missô em uma sopa já pronta ou em água morna você tem uma sopa de missô!” Isso não é correto. Uma sopa de missô autêntica inclui água, missô, um vegetal, uma alga e uma decoração.

Erro #2: Você não pode cozinhar o missô!”. É certo que não se pode fervê-lo ou super aquecê-lo para não matar as bactérias boas que o compõem, mas como sempre dizia Michio Kushi, é importante aquecê-lo um pouco para fazer com que tais bactérias despertem.

Erro #3: “Sopa de Missô tem que ter tofu”. De forma alguma. E muito menos se você não gosta de tofu.

Como falado acima, os 5 ingredientes básicos (para garantir que ela seja balanceada e super saudável) são:

Água (de preferência da torneira, já que será mesmo fervida)

agua_pura

Vegetal (podendo ser desde abóbora a alho poró)

Alga (alga wakame é sempre a preferida, mas você pode experimentar outras)

wakame_hidratada

Missô (é dito que quanto mais experiências você tem com o missô, mais forte pode ser o tipo de missô que você experimenta). Eu gosto de todos os tipos de missô, mas minha preferência é pelo missô feito com a mistura de soja e cevada (Barley Miso ou Mugi Miso), embora o da foto acima seja de arroz integral.

pasta_misso

Decoração (este não é cozido na sopa, é só acionado ao final). No Brasil se tem o costume de adicionar cebolinha cortada em rodelinhas finas. Isso não é comum na Europa ou nos Estados Unidos. Aqui se usa muito coentro ou salsinha, mas até sementes de abóbora ou girassol caem bem.

coentro

Experimente e me diga se gostou da receita!

> Encontre aqui a receita mencionada acima
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