05 Mar 14

Garrafas plásticas e seu potencial risco à saúde

Saúde express
Por Luciana Vieira

garrafa_plastica

Ultimamente venho me preocupando bastante com a água que minha família consome em garrafas plásticas. Já tinha ouvido falar sobre garrafas “BPA free” mas ainda não tinha parado para avaliar isso com mais calma.

Não quero entrar no detalhe dos componentes do plástico de que são feitas as garrafas, até porque não entendo nada desta parte química, mas queria dividir com você um pouco do meu achado sobre o Bisfenol A, também conhecido como BPA.

Garrafas plásticas e seu potencial risco à saúde

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A maioria (não sei se todas) das garrafas plásticas de água mineral que compramos por aí contém essa substância química. Há estudos patrocinados pela indústria do plástico que sugerem que a quantidade de BPA ingerido em um consumo “normal” de água engarrafada é totalmente seguro. O FDA (Food and Drug Administration) também já se pronunciou afirmando que a quantidade de BPA liberado nas bebidas é muito baixa para causar qualquer dano real. Outros apontam o perigo apenas para as garrafas que são deixadas no carro e aquecidas pelo calor interno do veículo. Porém, encontrei informação que prova que a ingestão deste componente químico, em qualquer nível, é prejudicial à saúde.

O problema é que o Bisfenol A age como um “xenoestrógeno”. Não sei se xenostrogen se traduz assim em português, mas isso significa que ele é estranho para o corpo, que é o que o termo “xeno” significa. Mulheres que apresentam uma carga alta de xenostrogênio no organismo correm maior risco de contrair câncer de mama e ambos os sexos estão sujeitos a uma enorme variedade de outros efeitos prejudiciais à saúde. Para as mulheres grávidas, há riscos de defeitos congênitos no bebê e aborto. Um outro efeito prejudicial seria diretamente no sistema endócrino, criando uma condição pré-diabética ao causar resistência à insulina.

Um alerta às mamães de bebês que ainda tomam mamadeira: procurem sempre garrafas “BPA free”, principalmente aquelas que são esterilizadas ou simplesmente aquecidas, já que este processo libera mais rapidamente o BPA contido nestes plásticos. Acho que não vale a pena assumir o risco, mesmo que você confie na opinião do FDA.

De tudo aquilo que eu li e estudei, decidi que eu e minha família vamos evitar ao máximo o consumo de líquido embalado em plástico que não seja “BPA free”. Prefiro não arriscar a esperar que o lobby das indústrias enfraqueça e descobrir daqui alguns anos que o perigo, na verdade, sempre existiu.

E você, o que acha disso? Você tem essa preocupação? Você evita o consumo de líquidos em garrafas plásticas?

 

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