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Alimentação e hábitos saudáveis como medicina

Equilíbrio Ácido-Alcalino

Muito se tem falado na dieta alcalina. Ela vem sendo seguida por várias celebridades e por isso parece coisa de modismo, mas seus conceitos já são adotados pela macrobiótica faz tempo. Manter uma dieta alcalina pode ser a chave para manutenção da saúde física e mental. Nossa saúde depende da qualidade de vida das nossas células, que por sua vez, depende do equilíbrio ácido-alcalino dos líquidos que se encontram dentro e fora delas.

A química utiliza um escala de pH que varia de 0 a 14. Zero indica o máximo de acidez e 14 indica o máximo de alcalinidade. A faixa ideal de pH do sangue humano está entre 7,36 e 7,42, portanto, levemente alcalino.

teste_acidez

A dieta que faz com que consigamos manter nosso sangue levemente alcalino é composta em sua maioria por vegetais. Carnes e outras proteínas têm efeito acidificante para o organismo. Entende-se hoje em dia que muitas doenças degenerativas se originaram e se mantêm devido à condição acídica da pessoa. Perda óssea, problemas de gota, candidíase, problemas vasculares, inflamações em geral (como artrose) e envelhecimento precoce são enfermidades relacionadas a esta condição. Alguns médicos entendem, inclusive, que alguns tipos de câncer podem estar ligados a isso. A macrobiótica há décadas já tem esse entendimento.

É bastante difícil saber quais alimentos são alcalinos ou ácidos, até porque, o que importa é saber qual é seu efeito após a ingestão. O limão, por exemplo, é bastante ácido, mas tem um efeito alcalinizante no organismo. A maioria das tabelas que definem se um alimento é acido ou alcalino pode ser indicada para vários usos, porém não para esse tipo de dieta. O método (chamado PRAL – Potential Renal Acid Load) que dá origem a muitas tabelas mede o pH de um alimento após reduzi-lo a cinzas, porém, quando o alimento é queimado, o açúcar e o fermento/levedura nele contidos também são destruídos. E esses são os dois principais componentes que indicam qual o efeito que essa comida terá no organismo. E como falei acima, não importa se o alimento é ácido ou alcalino. O que interessa é qual o seu efeito no organismo.

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Dr Robert Young, um dos maiores pesquisadores da dieta alcalina, montou uma tabela a partir do efeito que os alimentos apresentaram no organismo de pessoas cujos sangues deram origem a mais de 150.000 amostras. Este trabalho foi depois complementado por algumas regras e pelo senso comum.

Com base nesse estudo, você consegue identificar qual alimento é mais alcalinizante se ele:

  1. É fresco: comidas frescas são sempre mais alcalinas. Todos os seus nutrientes estão intactos e não foram acidificados por processamento. Isso se aplica, por exemplo, a alimentos que contém óleos naturais que se tornam tóxicos quando em contato com o fogo, luz e ar.
  2. Possui determinados minerais em sua composição: Cálcio, zinco, ferro, magnésio, sódio, potássio e manganês são predominantemente alcalinizantes e atuam como elementos energizantes e neutralizadores.
  3. Tem baixo nível de açúcar em sua composição: Não importa o tipo de açúcar. Ele é sempre altamente acidificante. Pode ser glucose, dextrose, frutose (sim, o açúcar contido nas frutas, que devem ser consumidas com moderação).
  4. É um vegetal.
  5. Tem alto conteúdo de água.
  6. É verde: A clorofila contida neles é altamente alcalinizante.

suco_alcalino

E que alimentos devemos evitar?

São altamente acidificantes todas as gorduras e óleos hidrogenados (margarinas e gordura hidrogenada embutida nos alimentos industrializados), alimentos refinados, sintéticos e aditivados com modificadores químicos. 

Todas as carnes são fortes agentes acidificantes do sangue, pois necessitam de ácido clorídrico para a sua difícil digestão. 
São também acidificantes todos os alimentos vegetais muito maduros ou passados ou que não concluíram o ciclo de maturação no próprio pé, os que são oriundos de agricultura não orgânica, que tenham suas moléculas estouradas pelo congelamento, tenham sido desnaturados, artificialmente “enriquecidos”. Muita coisa, não? Uma boa receita é evitar açúcar, refinados, lácteos e tudo o que é processado. Quando comer carnes, sempre equilibre o prato, combinando-as com muitos vegetais. E, claro, busque sempre o natural.

Não adianta só falar na alimentação, já que há outros fatores que também desempenham um papel muito importante no equilíbrio do nosso pH.

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As emoções, os sentimentos, a agitação mental e física também têm potencial para alcalinizar ou acidificar partes do organismo em segundos.

Assim, o estresse tende a acidificar o sangue, e a acidez do sangue provoca mais estresse. Um organismo acidificado tende a manifestar sentimentos, emoções e reações “ácidas”. A raiva, inveja, ansiedade, ciúme, excesso de julgamentos e críticas, exercícios físicos extenuantes, competições, calor em excesso, desidratação, também induzem à acidificação.

Ao contrário, é comum ao organismo devidamente alcalinizado ter sentimentos e emoções prazerosos. Afetuosidade, compaixão e compreensão são estados típicos de um corpo em harmonia metabólica, sereno e pacífico. Assim, o estado meditativo ou de oração, a vivência do amor, bom humor, o positivismo, podem ser considerados “alimentos” de grande potencial alcalinizante.

O que você já faz hoje que ajuda a manter um pH mais alcalino?

Fontes:
Doce Limão
Energise For Life

2 comentários
  1. Vânia Talarico Bruno 24 Oct 2014 | 00:56

    Adorei o post Lu. Obrigada por me ajudar a viver melhor. Beijo!

    Responder
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